O Primeiro encontro de Catarina de Aragão com os Tudors

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O texto a seguir é um trecho do livro ”Catherine of Aragon, An Intimate Life of Henry VIII’s True Wife”, da autora Amy Licence. 


Por Amy Licence:

O homem com qual Catarina encontrou-se na noite de 6 de novembro de 1501, estava chegando aos quarenta e cinco anos de idade, e ocupava o trono inglês há dezesseis anos.
Ele foi extensamente descrito pelo humanista italiano Polydore Vergil, que veio primeiramente à Inglaterra em 1502, apenas poucos meses após a chegada de Catarina, recebendo as boas-vindas na corte, com ampla oportunidade de observar o rei neste período de sua vida. Henrique VII estava acima da estatura média dos homens da época, contava com um corpo delgado, embora forte, e bem constituído. Vergil o julgava como “extraordinariamente atraente” em aparência, com “seu semblante alegre, especialmente quando falava”, e seus olhos que eram “pequenos e azuis”, sua tez pálida e, devido a idade, seus cabelos eram cinzentos, ficando brancos, e seus dentes ”poucos, pobres, e enegrecidos”. Dois anos antes, seus trajes haviam sido descritos por Trevisa, outro visitante estrangeiro. Ele havia ficado impressionado, dizendo: “Sua Majestade usava um traje de cor violeta, forrado com um pano de ouro e um colar de muitas joias, e em seu chapéu um grande diamante e uma pérola muito bonita.”.

Vergil também estendeu-se, comentando sobre o caráter do soberano, admirando seu ”espírito distinto, sábio e prudente, sua mente corajosa e resoluta’‘, salientando que ela [sua mente] ”nunca, mesmo em momentos de perigo, o abandonou”. Ele tinha uma boa memória e era sagaz e prudente, de modo que “ninguém atreveu-se a obter o melhor dele através de mentiras” e sabia bem como manter sua majestade real “em cada tempo e lugar”. Sem dúvida ele fez Catarina sentir-se bem-vinda, uma vez que, segundo Vergil salientara, o monarca era ”atento aos seus visitantes, e de fácil acesso”, acrescentando que, ”sua hospitalidade era esplendidamente generosa [e] ele gostava de ter estrangeiros em sua corte, conferindo-lhes favores livremente”. Vergil fez outras observações sobre Henrique VII, como criticar seu duro julgamento para com transgressores e sua dita avareza, mas isto só tornaria-se relevante para a jovem Catarina, nos anos que viriam a seguir.

Sobre a jovem princesa espanhola, o monarca encantou-se com o que viu, embora a comunicação se revelasse um tanto difícil. Ele apressou-se em trazer Arthur a seu lado e, finalmente, após anos de correspondência, planejamento e antecipação, o jovem casal esteve frente a frente. O momento não ocorreu como a jovem imaginara. Ela não encontrou seu marido no altar, vestida com trajes de casamento, e levantando seu véu apenas quando os votos fossem trocados. Ao invés disso, o encontro ocorreu em uma sala, onde um jovem – não muito diferente de seu pai – com um rosto comprido e magro, emoldurado por olhos e cabelos escuros e lábios finos, conforme pode ser visto em seu retrato de 1499, deu-lhe boas-vindas. O único retrato sobrevivente de Arthur, pintado durante sua vida, mostra um jovem com um rosa branca nas mãos, trajando vestes de pano de ouro forradas com pele, um gibão vermelho com aparas douradas, um colar com pingente de pedras negras e ouro, e em sua cabeça, um chapéu preto guarnecido por um broche com três pérolas. Esta foi a impressão mais próxima do que Catarina viu em Dogmersfield.

Um retábulo que retrata a família de Henrique, que foi pintado alguns anos após a morte de Arthur, mostra um jovem com um rosto um tanto genérico, com longos cabelos e olhos escuros do pai, boca larga e nariz adunco. Outras imagens, em um Livro das Ordenanças e em uma janela no Priorado Great Malvern, são igualmente genéricas e desprovidas de detalhes pessoais, até mesmo as realizadas em anos posteriores. Uma imagem final de Artur de 1520, retrata um rosto mais maduro, com nariz adunco e lábios pequenos, trajando uma corrente de ofício em ouro e um chapéu vermelho com um broche, seguido da mão direita vazia aberta diante de si, ao contrário de seu antigo retrato, onde o mesmo segurava uma flor.

A partir destas três imagens, parece provável que Arthur, de 15 anos de idade, tenha possuído cabelos escuros, seguidos de rosto e nariz longos e delgados, lábios finos e expressão sensível; Um jovem rei esperando para ser, munido de seu aprendizado, tão visivelmente como os símbolos que indicam seu status. Em seu retrato, há semelhanças faciais definidas com um retrato de 1509 de seu irmão mais novo, o jovem Henrique, futuro Henrique VIII da Inglaterra, onde os olhos, boca e cabelos do menino, aparados por um chapéu reto, assemelham-se com os traços do retrato de seu irmão mais velho, de 1499. Uma diferença importante, é a flor entre os dedos de Henrique, que é vermelha em vez de branca, enfatizando suas raízes Lancaster. Não há nenhuma evidência que sugira que Arthur estivesse adoentado, ou que, durante a infância, o mesmo tenha tido um quadro de má saúde; Ele era um garoto alto e esbelto, que recebeu muitos elogios de seus contemporâneos.


FONTES:

Texto traduzido do original – Catherine of Aragon’s firtst meeting with the Tudors – do site Henry Tudor Society. 

 

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