Uma rainha, um governo: O reinado de Maria I

Realizar análises sobre figuras políticas e suas práticas de governo, é um aspecto comum em pesquisas historiográficas. Entretanto, no caso de Maria tais análises são ricas em preconceitos e alcunhas pejorativas. Assim como analisamos nos artigos anteriores, o seu governo sofreu uma ostensiva e feroz campanha para destruição de sua imagem, orquestrada por exilados protestantes que discordavam de sua postura religiosa. Após sua morte, sua irmã Elizabeth investiu, ainda que de modo velado, em propagandas políticas por meio de panfletos veiculados, nos quais haviam várias imagens com o intuito de desqualificar a governante anterior, a Rainha Maria I. Foi durante o reinado de Elizabeth I que o livro de John Foxe “The book of Martyrs” foi publicado diversas vezes. Esta obra, foi significativa para embasar as alcunha apregoada no decurso do século XIX, ou seja, “Bloody Mary”. Em virtude deste aspecto, neste artigo destacamos a relevância em conhecer a trajetória política de Maria I, no intuito de conhecer quem foi a governante para além dos estereótipos e propagandas políticas.

Mary a pioneira política:

Maria foi uma pioneira. Uma monarca forte que jamais esqueceu quem era: uma princesa filha e neta de reis. Tal como seu avô paterno, Henrique VII e sua avó materna, Isabel I, Maria lutou pelo trono, primeiramente negado pelo pai e depois pelo irmão mais novo. A situação de uma mulher reinante na Inglaterra era nova e totalmente instável. Na última ocasião em que a Inglaterra viu-se na perspectiva de ter uma rainha reinante, foi um período de intensa guerra civil, chamado de “Anarquia”. Logo, há de imaginar-se que toda esta situação apresentava um contexto novo e preocupante.

Além do fundo político, existia a crença de que mulheres eram intelectualmente inferiores a qualquer homem, entretanto, Maria foi uma das princesas mais bem educadas de sua época. Além do mais, sua mãe, Catarina de Aragão, teve um papel fundamental no modelo de educação feminina no inicio da renascença inglesa. Antes da infanta tornar-se rainha, princesas e nobres da Inglaterra apenas conheciam as “artes femininas” da dança, canto e costura. Foi a partir da Rainha Catarina de Aragão, por meio de suas ações que a corte inglesa passou a investir na educação das mulheres.

Apenas outra consorte de Henrique VIII teve comprometimento em estimular a educação entre as mulheres, e este alguém foi Catarina Parr – sexta esposa do rei. Catarina de Aragão e Catarina Parr foram mulheres que realizaram ações protofeministas, isto é, semelhantes ao empoderamento feminino, antes do feminismo existir. Nenhuma outra esposa de Henrique chegou tão perto a este papel do que a primeira e ultima Catarina.

Maria então encontrou-se em meio a uma situação inédita na história inglesa e precisava fortalecer a sua posição reinante para poder exercer o governo. Neste aspecto, temos a sua mais importante criação, isto é, a monarquia de gênero em solo inglês. Este modelo de governo permitia a uma mulher herdar o trono, governá-lo e exercer sua autoridade tal qual como qualquer homem antes dela. Foi graças a esta política que, Elizabeth, irmã de Maria, e outras quatro mulheres puderam sucedê-la no trono inglês.

 A política de casamento e a revolta de Wyatt:

Logo no início de seu reinado, Maria foi pressionada à escolher um consorte. Algumas opções estavam entre Edward de Counterney, um homem de sangue Plantageneta, ou o príncipe Filipe da Espanha, herdeiro do imperador Carlos V. Ambos eram parentes da rainha. A questão era: Maria como uma mulher, deveria assumir seu papel, que era de dar um herdeiro ao trono inglês. Edward era uma opção doméstica, mas casamentos domésticos nunca foram bem vistos e tão pouco prósperos para a Inglaterra. Basta analisarmos o exemplo dos bisavós de Maria: Edward IV e Elizabeth Woodville e como o casamento de ambos rendeu problemas dinásticos e políticos ao reino.

Havia também uma possibilidade por trás da união com Counterney: tanto o conselho como os nobres acreditavam que, por ser mulher, Maria não seria apta ou tampouco iria governar, e por isto deixaria para o conselho a responsabilidade de governo. O que foi um erro. Maria foi capaz de ficar um dia inteiro em reuniões, caso fosse necessário, logo se a intenção era coroar Counterney rei para que ele governasse e, Maria apenas preenchesse seu papel social, ela jamais permitiria tal coisa.

A questão do casamento era muito complicada e, toda às vezes em que este assunto era pautado em reunião junto ao conselho, Maria afirmava que já estava casada, com o reino da Inglaterra – conhecem alguém que também disso isso? Sim Elizabeth I inspirou-se na irmã ao expressar esta mesma célebre frase. No entanto, a necessidade de um herdeiro católico para assumir a responsabilidade de estabilizar as mudanças que Maria provocara no reino, mostrou-se um aspecto mais importante. O escolhido então, foi Filipe – seu primo espanhol.

Todos os temores de uma sucessão feminina afloraram após a escolha de um noivo estrangeiro. Quando perguntada se dividiria o governo com Filipe, Maria foi taxativa: fazia alusão que, caso o príncipe procurasse uma boa esposa, ele a encontraria nela, mas que caso procurasse o governo da Inglaterra, isto ela jamais aprovaria.

Para que houvesse um casamento, sem problemas políticos, um contrato foi elaborado a favor da rainha inglesa. Neste contrato, ficou estabelecido que Filipe não teria poder político na Inglaterra. Seria uma versão consorte de Maria, isto obviamente não agradou Filipe, porém, era o suficiente para seu pai, Carlos. Entretanto, Maria permitiu que seu esposo reformasse toda a marinha inglesa e organizasse os jogos de guerra, jogos tipicamente masculinos que, ajudaram ao príncipe espanhol a ganhar um pouco de simpatia da nobreza inglesa.

Ainda que os termos de casamento fossem favoráveis a Maria e sua autoridade, nobres protestantes não aceitaram facilmente um matrimonio com um estrangeiro e muito menos com um herdeiro de um império católico. A revolta liderada por Thomas Wyatt, que contou com a participação do pai de Jane Grey, foi um duro golpe a uma rainha que recém ascendera ao trono. Ela foi aconselhada a retirar-se e permitir que as forças da coroa lidassem com a revolta e, a resposta dela não poderia ter sido outra, Mary ficaria e lidaria de frente com os rebeldes. Seu discurso inflou a todos para defendê-la e foi um dos pontos mais fortes de seu reinado. A rainha sabia que palavras poderiam fazer toda a diferença nesse momento: –

“Eu sou vossa rainha, a quem, quando casei-me com o reino e as leis do mesmo (o anel esponsal do qual eu tenho no meu dedo, que nunca foi, e nunca será futuramente, retirado), vos prometeis fidelidade e obediência a mim….e eu vos digo que, na palavra de um príncipe, não posso, naturalmente, como uma mãe, dizer que amo meu filho, pois nunca fui mãe de qualquer; mas certamente, se um Príncipe e Governador pode tão naturalmente e sinceramente amar seus súditos como uma mãe ama ao seu filho, então garanto-vos que eu, sendo a sua dama e senhora, faço como sério e terno o amor que vos favoreço. E eu, amando-v0s assim, não posso deixar de pensar no vivo e fiel amor de vos a mim; e, seguidamente eu não duvido, que vamos dar a estes rebeldes uma curta e rápida derrubada”.

O fragmento exposto revela parte do discurso de Maria em Guildhall, na ocasião da Revolta de Wyatt. A rainha mostrou seu anel de coroação, o mesmo que ela mostrava ao conselho antes do casamento. Desta forma, novamente uma clara alusão ao seu casamento com o reino da Inglaterra. Tática que, posteriormente, foi muito usada por Elizabeth I.

Era a primeira vez que Maria recebia uma resposta negativa a alguma de suas decisões políticas. Como um rei, a resposta dela deveria ser dura e dar exemplo, ainda que assim ela não quisesse. É dito que Maria pensava em perdoar alguns dos rebeldes, mas foi fortemente criticada por seu conselho. A partir da revolta de Wyatt não houve leniência ou misericórdia, como aconteceu na luta pelo trono, os líderes e figuras políticas foram executados, instaurando-se a perseguição religiosa.

Política religiosa: O retorno às políticas de Henrique VIII e as perseguições marianas:

É ingenuidade compreender perseguições religiosas e o próprio processo da inquisição, como uma questão meramente religiosa. Na Espanha dos avós de Mary, a inquisição foi utilizada como arma política para retirar o poder dos nobres. O reino de Castela e Aragão estava envolto em corrupção e poderes locais. Coube aos reis católicos constituir uma única religião, haja vista que, na região da Espanha havia a presença de várias culturas, sobretudo, judeus e mulçumanos.

Na Inglaterra de Maria, pós-revolta de Wyatt, era necessário mostrar que a rainha, igualmente investida na autoridade de um rei, possuía coragem e não toleraria qualquer tipo de insurreição contra sua figura política. Sendo a maioria de seus líderes protestantes, era necessário, no entendimento do governo de Mary, que se instaurasse um tribunal com vista a investigar a possível ligação religiosa com a política. Maria então, mantém a contra gosto, o título de suprema chefe da Igreja da Inglaterra, por algum tempo.

Posteriormente, Maria reverte as leis de Eduardo para as da época de seu pai, no período em que Henrique VIII ainda era um rei católico. Ademais, a rainha estimulou a educação dos jovens sacerdotes, a fim de fortalecer a pregação nas igrejas e torná-los preparados para servir a Deus e ao reino. Isto porque, uma das principais críticas de Maria era o despreparo do sacerdócio Católico. A música eclesiástica também teve grande importância em sua Corte, que “amadrinhou” (vamos pelo gênero) diversos músicos religiosos. Maria era uma exímia musicista e como uma princesa do renascimento, investiu muito nas artes.

O objetivo de Maria era claro, a reorganização do clero inglês, e para tal tarefa, ela possuía o apoio de seu primo plantageneta, Cardial Pole. Entretanto, não possuía o apoio do Papa Paulo IV, que era contrário ao poder Habsburgo. Muitas vezes a rainha inglesa entrou em conflito com o Papa, tendo que ser mediado por seu primo religioso. Na época da morte de Maria, é dito que o Papa comemorou, achando que sua sucessora, Elizabeth, seria mais “fácil de lidar”.

As perseguições, ainda que horríveis aos nossos olhos atuais, eram relativamente comuns na Europa protestante. Henrique VIII, segundo algumas fontes, executou cerca de 72.000 pessoas, protestantes e católicos durante seu reinado. Eduardo VI tornou-se um ferrenho protestante e proibiu tudo que fosse relacionado ao catolicismo em seu reino. Maria, no início de seu reino pregou a paz e não indicava nenhum tipo de perseguição à fé protestante. A ideia de que a rainha era intolerante é uma leitura posterior a sua morte. Maria dava-se muito bem com algumas pessoas protestantes, o maior exemplo foi sua relação com Catarina Parr, ultima esposa de Henrique e organizadora de diversos salões protestantes na Inglaterra. O credo religioso de Catarina Parr não impediu que ambas fossem amigas e que, Catarina homenageasse sua enteada mais velha, nomeando sua filha, Maria Seymour.

A rainha Elizabeth I também perseguiu católicos após a revolta dos Condes, em 1569. Além disso, tudo que fosse relacionado ao catolicismo era compreendido como espionagem e traição. No entanto, as perseguições de outros monarcas ingleses são relevadas por serem associadas com questões políticas, menos quando tratamos do caso de Maria. Um grande equívoco de leitura política.

Políticas dos anos de reinado:
Durante os poucos anos de reinado, Maria teve muito trabalho ao “abrir as portas” de uma nova era, a era das mulheres reinantes na Inglaterra.
Já abordamos algumas dessas políticas:

  • A criação da monarquia de gênero na Inglaterra que permitia a sucessão de mulheres ao trono inglês com o mesmo status e autoridade que a de um homem. 
  • O casamento com os Habsburgos, no qual havia a crença de que a Inglaterra ganharia com a união ao império . 
  • A reforma da Igreja inglesa: restabelecendo a catolicismo aos moldes da política religiosa de Henrique VIII, o investimento na educação eclesiástica e nos artistas de Igreja e a reativação das leis de Heresia como forma de conter a ameaça política protestante ao seu governo.

Ainda assim, ao contrário do que se imagina, houve outras políticas de impacto no período de Mary, que quase sempre, são “ocultados” pela historiografia que deturpa a imagem desta monarca:

  • Extensão do poder real a outras localidades do reino.
  • Bom trabalho e direcionamento com o Parlamento inglês
  • Reorganização e investimento na marinha e no exercito
  • Reformas monetárias de 1558, restruturando a economia inglesa.
  • Abertura de comércio com os mercados da Guinea, Báltico e Rússia, fortalecendo a Muscovy Company em 1558
  • Investimento na produção de manufaturas do mercado inglês
  • Criação de 5 novos hospitais
  • Doações generosas que salvaram Oxford College
  • Investimento maciço nas artes e na cultura . 

De 1553 a 1558, o reinado de Maria possuiu uma extensa agenda política, em todas as áreas citadas acima, suas políticas prosperaram, mas com uma morte precoce e sem um herdeiro, sofreu todo tipo de agressão a sua imagem. Muitas vezes, o que apenas chega a nós são “as perseguições” e a tentativa falha de voltar ao catolicismo. Por isso, é preciso ressaltar que, para compreender melhor a Rainha Maria I da Inglaterra, é necessário sair do senso comum comumente apregoado pelas produções cinematográficas e livros didáticos ultrapassados. Ademais, também é necessário aprofundar as pesquisas para além da propaganda política realizada após o reinado de Elizabeth I.

A guerra com a França e a morte: 
Não era desejo de Mary e seu conselho entrar em guerra ao lado da Espanha, contra França. Que França e Espanha eram inimigos antigos, isto é historicamente confirmado – afinal odiar a França era uma prática comum entre os reinos europeus. No entanto, a Inglaterra passava por um contexto desfavorável. Maria ainda não havia concebido um herdeiro, apenas gravidezes psicológicas, e Filipe, cada vez mais cansado em ser um rei figurativo, a pressionava a coroá-lo e a participar da guerra contra a França.

A rainha usava de todo seu poder para lembrá-lo que o parlamento jamais aceitaria que ele fosse coroado e menos ainda entrar em uma guerra sem um motivo plausível. Em todo modo, um fato, ainda que dúbio, mudou a situação: havia provas de que o rei da França conversara e aparentemente, demonstrara apoio ao nobre inglês chamado Sttaford a reivindicar o trono da Inglaterra, por acreditar ser ele o herdeiro legítimo ao trono. Entretanto, ao que tudo indica, o rei Frances insinuou apoiar Sttaford, mas recuou. De qualquer forma, a mínima menção de apoio fez com que a coroa inglesa mudasse de ideia e entrasse na guerra ao lado da Espanha. O resultado disso: Além de algumas pequenas vitórias, uma derrota que “livra” a coroa inglesa de Calais. Uso o termo “livra” é utilizado, pois as despesas da coroa com a região eram altíssimas, tanto que Elizabeth sequer fez menção de tentar recuperá-la ao assumir o trono. Entretanto, o orgulho inglês foi seriamente ferido.

Juntemos a perda de Calais, o surto de gripe, as más condições climáticas, as perdas das colheitas, os gastos de guerra, a não gravidez de Mary, as mudanças religiosas e as propagandas protestantes dos exilados, e assim, podemos imaginar a situação em que Maria se encontrava.

Morte e o legado a Elizabeth:
O governo da Rainha Maria I foi breve. Sua morte em 1558, coibiu a conclusão de muitas de suas políticas (outras foram incorporadas por Elizabeth).
Todas as situações citadas acima, eram de fácil revés, no entanto, Maria faleceu no ápice de todas elas, o que dificultou sua memória política. Além de tudo, Elizabeth fez questão de incentivar qualquer coisa que negativasse ou deslegitimasse a reputação de sua irmã, especialmente se isto a fizesse uma figura oposta a dela. Elizabeth, em muito, copiou estratégias políticas da irmã, dentre elas, podemos destacar:

  • Em sua cerimônia de coroação, Elizabeth adotou vários aspectos inspirados em sua irmã mais velha, como por exemplo, o lema: “ Veritas Temporis Filia”, utilizando também as mesmas vestimentas que a irmã havia utilizado em sua coroação em 1553. 
  • Elizabeth em muito espelhou-se nos discursos de Maria, que eram cheios de paixão e palavras de efeito. 
  • Elizabeth utilizou as mesmas imagens que Maria havia criado como estratégia política: mãe de seu povo, a mulher forte, a boa rainha. 
  • “O casamento com a Inglaterra” foi primeiro utilizado por Mary e depois copiado por Elizabeth. 
  • O investimento em artes. Essa área havia ficado um pouco carente no período de Edward VI e foi Mary I que restabeleceu o investimento nas artes, no qual, Elizabeth deu continuidade. 
  • A continuidade da política monetária de 1558 que ajudaria a economia inglesa. 

A imagem de Maria foi deslegitimada, desgastada e associada a tudo que fosse ruim e negativo pela ostensiva campanha política iniciada por sua irmã, Elizabeth I. Primeiro para diferenciá-la da irmã (ainda que se utilizasse várias de suas estratégias) e depois, para associar os males do catolicismo na Inglaterra. Este último aspecto, foi intensificado nos governos posteriores após a morte da Dinastia Tudor. Logo, Maria não tornou-se sanguinária por perseguir protestantes, mas sim, para que jamais, outro monarca católico ou estrangeiro, ousasse sentar-se no trono da Inglaterra.

Fontes:
SCOTT, Lorin. The Vilification of Mary Tudor: Religion, Politics, and Propaganda in Sixteenth-Century England, 2014.

RICHARDS, Judith. Mary Tudor as ‘Sole Quene? Gendering Tudor Monarchy, 1997.

RICHARDS, Judit. Examples and admonitions: What mary demonstrated for Wlizabeth in Tudor Queenship: the reigns of Mary and Elizabeth. 2010.

WHITELOCK, Anna. Princess, Bastard and Queen. 2009.

HISTORY BBC. How bloody is Mary?. 2006.

 

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4 comentários Adicione o seu

  1. roberta fernanda disse:

    grande rainha. A minha preferida… texto excelente!!!

    1. Tudor Brasil disse:

      Fico feliz que tenha gostado Roberta. Seja bem-vinda! 🙂

      1. roberta fernanda disse:

        eu acompanho sempre o Tudor Brasil e amo os textos,principalmente sobre Maria I,minha predileta,ate me identifico com ela…

      2. Tudor Brasil disse:

        Que bom Roberta, fico muito feliz! ❤

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