Resíduos de Maconha são encontrados em cachimbos no jardim William Shakespeare

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Tecnologia forense tem sido usada para tentar desvendar o mistério do que era fumado nos cachimbos encontrados no jardim de William Shakespeare, em Stratford-upon-Avon.

Resíduos de cachimbos de argila de mais de 400 anos de idade, do jardim do dramaturgo, foram analisados em Pretoria, utilizando uma sofisticada técnica chamada GC-MS (Gas chromatography–mass spectrometry).

Raleigh_Smoking_TobaccoOs químicos dos cachimbos de fumo e piteiras que foram escavados no jardim de Shakespeare e áreas adjacentes, foram identificados e quantificados durante o estudo forense. Os artefatos para estudo foram emprestados pelo Shakespeare Birthplace Trust.

A técnica de gás é muito sensível à presença de resíduos que podem ser preservados em tubos, mesmo que estes, tenham sido fumados há 400 anos.

O que eles estavam fumando?
Haviam inúmeros tipos de tabaco no século XVII, incluindo a Nicotiana, da América do Norte – da qual obtemos a nicotina – e cocaína (Erythroxylum), que é obtida a partir das folhas de coca peruanas.

Foi alegado que Sir Francis Drake, pode ter trazido folhas de coca para a Inglaterra após sua visita ao Peru, assim como Sir Walter Raleigh, que havia trazido “folhas de tabaco” (Nicotiana) a partir de sua viagem de Virgínia (nome dado em homenagem à Elizabeth I) na América do Norte.

Em uma recente edição da revista Country Life, Mark Griffiths tem estimulado grande interesse em John Gerard’s Herbal, publicado em 1597, como um livro de botânica, que inclui imagens de várias pessoas gravadas no frontispício. Um deles -referido como “o quarto homem” – é identificado por Griffiths como William Shakespeare, mas tal identificação é questionável. Possivelmente, a gravura representa Sir Francis Drake – que conhecia Gerard.

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O herbário de Gerard, refere-se à vários tipos de ”tabaco”, introduzidos na Europa por Drake e Raleigh, nos dias de Shakespeare na Inglaterra elisabetana.

Certamente há uma ligação entre Drake e as plantas do Novo Mundo, particularmente o milho, a batata e “tabaco”. Além disto, pode-se associar Raleigh com a introdução do “tabaco” na Europa, a partir da América do Norte (especialmente no contexto da planta de tabaco chamada Nicotiana, vinda da Virgínia e outros swr2lugares).

O que achamos:
Houve evidência inquestionável do fumo de folhas de coca no início do século XVII na Inglaterra – com base em evidências químicas de duas piteiras encontradas na área de Stratford-upon-Avon.

Nenhum dos cachimbos com cocaína vieram do jardim de Shakepeare. Mas quatro dos tubos com Cannabis, sim.

Os resultados deste estudo (incluindo 24 fragmentos de cachimbos) indicou cannabis em oito amostras, nicotina em pelo menos uma amostra, e em duas amostras, evidência definitiva de cocaína peruana proveniente das folhas de coca.

Shakespeare pode ter estado consciente dos efeitos nocivos da cocaína como um estranho composto. Possivelmente, ele preferiu cannabis, por ser uma erva com propriedades estimulantes para a mente.

Estas sugestões baseiam-se nas seguintes indicações literárias. No Soneto 76, Shakespeare escreve:

”…Why write I still all one, ever the same,

And keep invention in a noted weed…”

Isto pode ser interpretado, significando que Shakespeare estava disposto a usar “erva” (cannabis, como uma espécie de tabaco) para a escrita criativa (“invention”).No mesmo soneto, parece que ele prefere não ser associado a “compostos estranhos”, que pode ser interpretado, potencialmente pelo menos, como “drogas estranhas” (possivelmente cocaína).

O Soneto 76, pode referir-se a um complexo jogo de palavras em parte, relativo às drogas (compostos e “ervas”), e em parte, a um estilo de escrita, associado à roupas (“weeds”) e compostos literários (palavras combinadas para formar uma, como no caso da palavra “Philsides” de Philip Sidney).

Shakespeare era ‘chapado’?
As análises químicas de resíduos nos cachimbos de argila do início do século XVII, confirmaram que uma diversidade de plantas foi fumada na Europa. Análises literárias e ciência química, podem ser mutuamente benéficas, trazendo as artes e as ciências juntas, em um esforço para melhor compreender Shakespeare e seus contemporâneos.

Isto também traz a questão: As peças de Shakespeare, foram realizadas na Inglaterra elisabetana em meio à uma névoa fumaça e fumo?

Podemos apenas imaginar o cenário em que Shakespeare realizava suas peças na Corte da Rainha Elizabeth, em companhia de Drake, Raleigh e outros, que fumavam cachimbos de barro cheios de “tabaco”.

FONTES:
Independent.co: AQUI.

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