Os Nomes no Período Tudor

Captura de Tela 2015-06-22 às 06.04.46Atualmente, nomear um bebê é algo sério. Os pais podem escolher entre uma variedade de livros e sites dedicados ao tema e cada celebridade recém chegada, parece ativar os motores de busca na internet. Qualquer coisa parece aceitável para um nome nos dias atuais: lugares, comida, objetos, cores; o campo é vasto. Os pais podem optar por nomear seus descendentes, com praticamente qualquer nome que gostem e podem demorar um pouco para escolher. No entanto, voltando 500 anos atrás, a nomeação de um bebê, era algo muito mais simples.

Ao longo da dinastia Tudor, os mesmos nomes permaneceram populares. John, Thomas e William, lideraram as listas para os meninos; enquanto Elizabeth, Mary e Jone, foram regularmente escolhidos para as meninas. Velhos favoritos como Richard, Henry, Robert e George; Alice, Anne, Margaret e Joanna, continuaram a ser murmurados sobre a pia batismal, embora os caprichos da ortografia Tudor, levassem à uma ampla faixa de variação, dependendo do sotaque e educação relativa de agentes paroquiais.

A tradição da família desempenhava também, um papel importante. Era comum encontrar o mesmo nome dado a pais e filhos, ou concedido para honrar à memória de um avô. Os Rayners de Burnham – Essex, regularmente chamavam seus filhos de Grene ou Green, enquanto os Peekes, optaram por John, geralmente escrito Jhon. Os nomes das crianças que sucumbiram a uma morte precoce, foram reutilizados, assim, uma família podia batizar dois ou três Thomases, antes de um sobreviver.

A família real não foi particularmente ousada em suas escolhas de nomes. O primeiro filho de Henrique VII, foi chamado Arthur e nascido em Winchester, na tentativa de realinhar a dinastia com lendas tradicionais e suas raízes galesas. Depois disto, o rei concedeu seu próprio nome ao seu segundo filho, com outros dois meninos de curta duração, chamados Edmund e Edward, em homenagem aos pais do rei e rainha. Sua primeira filha foi chamada Margaret, como a mãe do rei, seguida por Elizabeth, Maria e Katherine, os nomes mais populares do início do período Tudor. Henrique VIII perdeu pelo menos três Henriques antes da chegada de Edward VI e mostrou pouca originalidade quando tratava-se de suas filhas, também escolhendo Maria e Elizabeth. Neste quesito porém, ele dificilmente pode ser responsabilizado. Ao contrário de hoje, os nomes Tudor não destinavam-se a serem originais; eles tratavam de lealdade para com a família, a religião e monarquia. Da mesma forma, eles poderiam sair de favor. Em muitas paróquias de Essex, Katherine e Anne foram escolhas populares durante os anos 1520 e 30, com muitas damas de companhia na Corte, nomeando suas filhas à partir da rainha. A amiga próxima de Catarina de Aragão, Maud Parr, deu à luz a uma filha em 1512, o que levou à agradável simetria de ser a última esposa de Henrique VIII, sendo nomeada à partir da primeira. Os nomes Katherine e Anne, sofreram um lapso na popularidade em meados do século, porém, foram sempre associados com o infeliz destino das esposas de Henrique.

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Escolhas teriam sido afetadas pela história familiar, lealdades dinásticas e localização geográfica. Nomes favoritos, foram repetidamente usados, causando confusão nos registros paroquiais, onde três gerações podiam compartilhar os mesmos nomes. As análises de registros batismais, revelam que certas comunidades, tendiam a desenvolver seus próprios grupos de nomes, passados de boca em boca. Quanto mais movimento e migração uma cidade experimentava, maior o acesso que podiam ter tido a nomes incomuns. Assim, Burnham no rio Crouch, teve Barnabe, Lenarde e Jasper; Susan, Annes e Sara, enquanto na vizinha cidade de Colchester, os nomes Winken, George e Ralff, Esther, prudência e Frances, ocorriam mais do que em outros lugares. Colchester como a principal rota de peregrinação para Walsingham e como com muitos centros de devoção à Virgem, Mary permaneceu a escolha favorita. Mais acima, em volta da costa, o incomum Clacton, aparecia em algumas listagens exóticas; meninos não puderam ser batizados como Clement, Agostinho ou Bartholomew, embora, curiosamente, os nomes mais extravagantes, como Silvester e Hércules, foram agraciados aos filhos ilegítimos. Os registros de Clacton, também incluem os nomes de uma grande comunidade de imigrantes holandeses, garantindo novas entradas regulares para as listas.

Nomes semelhantes foram dados entre todas as camadas sociais no período Tudor, embora os comerciantes e Yeomans se tornassem notavelmente mais experimentais no final do reinado de Elizabeth. Em Colchester na década de 1540, apenas dez nomes femininos foram reutilizados com regularidade; a década de 1550, viu a introdução de mais quatro, enquanto sete se juntaram à lista na década de 1560. Após isto, porém, uma rápida expansão parecia ter lugar, com nomes que chegavam a cada mês; novas tendências trouxeram Lettice, Ursula, Faith, Rhoda, Judeth, Stace, Parnell e Thomasine. O mesmo aconteceu com os nomes dos meninos, cujo campo inicial foi ainda mais estreito. Na década de 1540, os pais em Colchester utilizaram somente seis nomes masculinos com alguma regularidade, mas pela década de 1590, eles poderiam escolher entre mais de cinqüenta. Neste, eles estavam apenas mantendo-se com os senhores Johns. A aristocracia não era avessa a jogar algo incomum no meio de sua piscina de Thomases, Johns, Marias e Annes; As famílias de Berkshire, por exemplo, usaram Bartolomeu, Marmaduke, Honória, Coleberry e Frideswide.

Pais modernos que buscam conferir à sua prole um nome Tudor, podem seguir as tendências Essex e optar pelas escolhas sólidas, duradouras, favorecidas pela família real, ou então tornar a mergulhar em nomes mais incomuns, como Martha, Maude ou Ursula para suas filhas e Raynold, Walter Gilbert ou para os filhos. Pode ser difícil, porém, encontra-los em chaveiros e meias de Natal. Em todo modo, os pais cautelosos que querem evitar constrangimentos com filhos que possam querer mudar de gênero, devem saber que também tem um campo de escolha. As meninas Tudor, orgulhariam-se de terem sido nomeadas Clement, Julian, Bennet, Christian ou Dennis, mas seus homólogos modernos, talvez possam não ficar tão agradecidos.

Deixaremos aqui, um topo 10 com os nomes favoritos do período Tudor:

NOMES

FONTES:
Author her Storian Parent: AQUI.

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