Elizabeth de York: A Rosa que Conquistou o Coração de um Dragão

106403-050-035A88FE

Ahh o amor… Quando pensamos em amor, a noção vitoriana moderna de amor romântico, proteção e cumplicidade, afloram em nossa mente. Juntando isto ao velho e transcendental conceito medieval-europeu do amor cortês, que era ao mesmo tempo ilícito, moralmente elevado, passional, humilhante e auto-disciplinado, tudo torna-se digno de um apimentado romance de época. Porém, tudo fora – claramente – muito mais complexo que meros temas afetivos ou amorosos.

Elizabeth de York e Henrique VII, foram duas rosas que uniram-se dando vida à uma outra. Uma nova chama de esperança dentro de um reino desvencilhando-se da idade média, assim como das infindáveis guerras e conflitos locais. O povo sonhava e almejava a esperança, dentro de uma terra que jorrava sangue e ainda enterrava seus tantos mortos. A ideia de um pote de ouro ao fim do arco-íris, era a propaganda necessária para iniciar-se uma nova dinastia. Dentro deste cenário político improvável, o relacionamento de suas pessoas, destacou-se pelos séculos.

Porém, não se engane. Esta não é uma história de amor, é uma história de sobrevivência, permanência e jogos políticos, que por acaso, fez surgir uma relação entre duas pessoas, quase como uma rosa que nasce em um lamaçal. Ela não era necessária e nem o ponto central de todo este contexto – nunca fora esta a questão – mas inspirou e acalentou a dura vida destas pessoas envolvidas, sendo tema de debate histórico, até hoje – tantos séculos depois.

O casamento de Elizabeth e Henrique VII, naturalmente fora uma aliança política. No entanto, logo torna-se claro, que uma duradoura relação, de genuíno amor e afeto, desenvolveu-se entre o casal. Os dois pareciam funcionar perfeitamente bem juntos. Eles tiveram vários filhos (oito ao todo; porém apenas quatro sobreviveram à infância) e parece que Elizabeth lidou muito bem com seu papel de mãe, rainha e esposa. O historiador David Starkey, trabalha com a teoria de que ela ensinou alguns de seus filhos a ler e escrever (já que suas caligrafias são idênticas). O que podemos dizer, é que ela certamente supervisionou o funcionamento da nursery pessoalmente, enquanto Henrique lidou com as questões políticas e instáveis de seu reino.

No artigo de hoje, falaremos sobre o relacionamento amoroso do casal Elizabeth de York e Henrique VII – Rei e Rainha da Inglaterra. Desvendaremos os mitos e intrigas deste meio.

Introdução:
Elizabeth de York é provavelmente mais conhecida, por ter sido a mãe de Henrique VIII e esposa de Henrique VII. Ela era filha da plebéia Elizabeth Woodville e do Rei Eduardo IV. Seus irmãos mais novos, foram Eduardo e Ricardo, cujo misterioso desaparecimento, outorgou-lhes o famoso epíteto de ‘’Os Príncipes na Torre’’.

Amável, gentil, respeitosa, constante e querida, uma autentica dama à moda antiga em uma Corte renascentista. Todos estes atributos, eram considerados os mais admirados em uma mulher no período Tudor e além de tudo isto, Elizabeth era uma mulher conhecida por sua beleza.

Henrique VII não casou-se por amor. O casamento fora uma estratégia política organizada por suas mães durante seus anos de atribulações sob o reinado de Ricardo III. Margaret Beaufort e Elizabeth Woodville – uma mulher sob prisão domiciliar e outra em um santuário – concordaram que Henrique Tudor deveria conquistar o trono de Ricardo e uma vez que isto fosse feito, ele casaria-se com Elizabeth de York, unindo as duas Casas rivais de Lancaster e York. Em dezembro de 1483, na Catedral de Rennes, Henrique Tudor fez um juramento, prometendo casar-se com Elizabeth e a partir disto, começou a planejar uma invasão.

Ela tinha dezenove anos e estava confinada no Castelo Sheriff Hutton em Yorkshire, quando o jovem Henrique Tudor, nove anos mais velho que Elizabeth, derrotou seu tio Ricardo em Bosworth Field, no ano de 1485 – a última batalha da Idade Média – consequentemente, tornando-se rei. Ele no entanto, não correu direto para os braços de sua prometida. Por que?

A VERDADE SOBRE A ESPERA:
Muitos falam sobre os cinco meses entre a tomada ao trono de Henrique VII e seu casamento com Elizabeth de York. A coroação de Henrique VII ocorreu poucos meses antes de seu casamento com Elizabeth e por este motivo, muitos apontam que o monarca tentou distanciar-se da própria reivindicação de sua esposa ao trono. Mesmo assim, este não é um cenário provável. Apesar do fato de Elizabeth ter sido considerada uma herdeira legítima ao trono, ninguém estava esperando que ela governasse como rainha regente. Em todo modo, Henrique precisava ser declarado rei em seu próprio direito, ou seja, ser ungido e coroado.

Então porque a diferença de cinco meses? 

Crowning_Henry_VIIHenrique Tudor, saiu-se vitorioso em Bosworth, no 22 de agosto 1485. No dia 15 de setembro, mandados foram emitidos para o primeiro parlamento de Henrique VII, que seria realizado em Novembro. Até então, Elizabeth fora instalada em Coldharbour, a casa da mãe de seu prometido, Margaret Beaufort. A coroação de Henrique foi realizada no dia 30 de outubro, uma semana antes de seu primeiro parlamento. Uma das questões mais importantes a ser lidada, era a do Titulus Regius, o ato de Ricardo III, que declarava o casamento de Elizabeth Woodville e Eduardo IV, como ilegal e seus filhos ilegítimos. A legitimidade, assim como os títulos de Elizabeth, tiveram de ser restaurados antes do casamento, e o ato de Ricardo fora revogado neste primeiro parlamento de Henrique VII. Até aquele momento, o casal provavelmente nunca havia se visto, conhecendo-se na relativa ”privacidade” de Coldharbour.

Em dezembro, o anel de casamento de Elizabeth, foi encomendado. Henrique também ocupou-se em adquirir as dispensas papais necessárias, já que o casal era parente distante de sangue. Ao total, três dispensas seriam emitidas. A primeira providência, foi emitida em algum momento antes de março de 1484, quando Elizabeth Woodville e Margaret Beaufort, haviam comentado sobre o casamento, com a rebelião contra o rei Ricardo III ocorrendo a todo vapor. No entanto, o sigilo foi essencial para que Ricardo não pudesse frustrar os planos de casamento dos pombinhos e uma dispensa foi emitida para “Henry Richmond” e “Elizabeth Plantagenet”.

Ele correu atrás de uma segunda dispensa após assumir o trono – que chegou em 16 de janeiro de 1486. ​​Eles casaram-se apenas dois dias após a chegada da dispensa, o que torna evidente que ela, fora a principal causa do atraso. A terceira e última dispensa, não chegaria até o dia 02 de Março, época em que eles estariam casados, dormindo sob o mesmo leito e Elizabeth, grávida.

Henrique estava determinado que o casamento fosse indiscutível e a terceira dispensa, removia o impedimento de um possível quarto grau de afinidade. Esta não é uma preocupação surpreendente, considerando que Ricardo III, foi capaz de tomar o trono por colocar em questão o matrimônio de seu irmão mais velho.

Claramente, ele não estava disposto a correr nenhum destes riscos. Agora, considerando as provas levantadas, cinco meses ainda lhe parece muito tempo? Claramente o novo monarca teve muito o que fazer após tornar-se rei, mal tendo tempo de deitar-se sob os louros da vitória.

Resumindo: A paz teve de ser estabelecida, ele teve de ser coroado e restaurar a legitimidade de sua esposa em seu primeiro parlamento e ter tempo de conhecê-la enquanto a dispensa chegasse.

MITOS:
Um dos mitos mais ridículos que cercam o casamento de Henrique e Elizabeth, é que ele a manteve com pouco dinheiro e forçou-a a usar vestidos surrados, que eram constantemente remendados. Henrique nunca poupou, quando tratava-se de Elizabeth-of-York-display-at-Barley-Hallgastar dinheiro com sua família, a ideia de um rei tão preocupado com a manutenção de sua aparência régia, manter sua rainha em trapos, chega a parecer piada. No entanto, para abordar os vestidos de Elizabeth, precisamos olhar para a ”Privy Purse Expenses”. Nela é mencionado os primeiros pagamentos a seu alfaiate:

 “No mesmo dia em que o alfaiate Robert Ragdale, arrumou dois doublets para guardas… foi encomendado o revestimento de um vestido de veludo negro para Vossa Graça, a Rainha, com mangas largas com sarcenet e cetim negro… e remendar vestidos e kirtles da Rainha.”

Ela também estava pagando seu alfaiate para um vestido novo e dois doublets de veludo para seus servos. O veludo é claro, era um tecido de luxo e não poderia ser costurado do modo habitual. A próxima menção, fala de remendos de dois vestidos de veludo:

 “Valor pago por bainhas em damasco de um Kirtle da Rainha… Remendo de um vestido de veludo carmesim… Remendo de um vestido de veludo negro…”

Elizabeth fora forçada a consertar seus vestidos, ou ela apenas mandou remendar – como era de costume – suas peças mais caras ou favoritas? Como a professora Arlene Okerlund nos diz: “Esta economia não é um sinal de penúria ou avareza, mas um meio sensato de preservar vestidos elaborados e cuidadosamente trabalhados à partir de tecidos caros. Se o mito implica que Elizabeth não possuía o vestido apropriado e apetrechos para uma rainha da Inglaterra, uma rápida revisão de suas “Despesas da Bolsa Privada” logo dissipam tal mal-entendido. “

No próprio retrato de Elizabeth de York (ao lado), podemos ver uma roupa elaboradamente trabalhada – suas vestes reais, são revestidas com arminho, aparadas com um tecido de ouro e seu capelo do início do período, ricamente cravejado com pedras 520071_861320b02f615n16gr94a2preciosas.

Elizabeth de fato, muitas vezes via-se com pouco dinheiro, mas isto devia-se ao fato de sua enorme generosidade; ela doou milhares de libras em presentes e gorjetas para seus servos e dinheiro para os pobres, que traziam-lhes alimentos de presente. Alison Weir observa que “muitos pobres chegavam aos portões do palácio com humildes oferendas, como manteiga, galinhas, pêras, javalis, carne de porco, galos, faisões, pássaros, vinho barato, rosas e até uma almofada. Nenhum foi embora sem uma bela gorjeta, geralmente mais do que Elizabeth podia pagar. Um homem ganhou o equivalente a £ 320, por trazê-la um papagaio. Elizabeth também fornecia ajuda financeira a suas irmãs, assim como à órfãos, e liberou devedores das prisões londrinas”.

Elizabeth amava boas roupas, livros, música e vinho. Ela tinha seu próprio par de menestréis que viajavam com ela. Ela gastava mais que sua renda anual, o que é quase incomum. Quanto a Henrique não ter lhe dado bastante renda, seus frequentes presentes, não apenas incluíam itens de luxo, mas todos os dias pequenos presentes, o que significa que ele dava joias para ela, fora do tesouro real. Seu presente de casamento para Elizabeth, foram 49 peles de arminho para seu vestido de Páscoa, totalizando o equivalente atual de £28,950.00. Talvez um vestido de quase £ 30,000, valesse à pena consertar…

O AMOR:
A reputação de Henrique VII como um rei mesquinho, começou apenas após a morte de Elizabeth. Ao final de contas, ambos nutriam um grande afeto e respeito um pelo outro. Elizabeth havia lhe dado a família que ele não tivera durante sua própria infância, ela era linda e amada, não só por seu marido e filhos, mas por todos os seus servos, povo e amigos. Ao contrário de seu pai, ou de seu próprio filho Henrique VIII, Henrique VII nunca manteve uma amante durante seu matrimônio e sua esposa, frequentemente engravidava. É claro que o casamento foi político, mas é igualmente claro que ele a amava. Henrique era um marido indulgente. Seus frequentes presentes à sua esposa, não eram todos práticos; um foi um leão ‘’para vossa graça a rainha’’, que custou £ 1,300 – sem dúvidas, enviado direto para o zoológico real na Torre de Londres. Foi um presente para divertimento. Ele também dava preferência à ela, quando insistia. Conforme o embaixador espanhol relatou:

“Entregou a Rainha duas cartas deles, e duas cartas para a princesa de Gales. O Rei teve uma disputa com a rainha, pois ele queria ter uma das referidas cartas para carregar continuamente com ele, mas a rainha não queria dividir a sua com a princesa, tendo mandado a outra para o príncipe de Príncipe de Gales. “

Foi com a primeira terrível tragédia de família, que podemos ver algo de seu vínculo. Quando o príncipe Arthur morreu inesperadamente, foi o confessor de Henrique o encarregado de lhe dar a notícia:

“Quando sua Graça entendeu as duras notícias, ele foi até sua esposa, dizendo que ele e sua rainha, tomariam as dolorosas notícias juntos. Depois que ela chegou e viu seu senhor o rei, e sua natural e dolorosa tristeza, ouvi dizer que ela falou, com grande constância e palavras confortáveis, rogando a sua graça, que ele deveria primeiro depois de Deus, lembrar-se do bem-estar de sua nobre pessoa, o conforto de seu reino e dela. Ela disse então, que minha senhora, sua mãe, nunca teve outro filho, apenas ele e que o senhor por sua graça, sempre o preservou e levou-o onde estava. Além disto, Deus deixou a ele, ainda um jovem príncipe e duas princesas; e que Deus está onde ele agora está e que ainda eram jovens o suficiente; e que a prudência e sabedoria de sua graça, recai sobre toda a cristandade, então deveria agradá-lo seguir de acordo com isto. Então o rei agradeceu-a por seu bom consolo. Após isto, ela partiu e foi para suas próprias câmaras, lembrando-se natural e maternalmente da grande perda que partira seu coração, por este motivo, fazendo com que os presentes, trouxessem o rei para consolá-la. Então sua graça, com verdadeiro fiel e gentil amor, em boa vontade veio e confortou-a, e mostrou-a o quão sábios foram os conselhos que ela houvera antes dado a ele; e ele por sua vez, gostaria de agradecer a Deus por seu filho e que ela, deveria fazer o mesmo.”

Muitas vezes, é à partir de vislumbres de tristeza, que temos uma melhor compreensão dos fatos. Elizabeth morreu menos de um ano depois. Ela não conseguiu recuperar-se após dar à luz uma semana antes, prematuramente, de seu oitavo filho. Uma menina, que não sobreviveu por muito tempo. Henrique VII nunca iria recuperar-se totalmente da morte de sua amada esposa. Enquanto todo o reino lamentava a perda de sua rainha, Henrique, inconsolável, ordenou a seu conselho, para prepararem o funeral. Sua ‘’partida foi tão pesada e dolorosa para vossa alteza o rei, quanto se ouvira dizer a respeito”. “Missas e requiems solenes’’ foram ouvidos; Henrique ordenou que 636 missas em Londres, fossem oferecidas a alma de sua esposa. Seu funeral de estado, foi um dos mais luxuosos já vistos.

O caixão da rainha morta, envolto em veludo negro, foi em uma carruagem aberta, rumo à Westminster. Seu leal marido, que não era um homem de expor seus sentimentos, foi sozinho em reclusão para seus aposentos e deu ordens para que não fosse incomodado. Além de ter deixado um marido desolado, Elizabeth deixou seus filhos sem uma mãe e seu povo sem sua amada Rainha.

Henrique ordenou que roupas em azul e preto, fossem as cores reais do luto e ainda teve livros encadernados em azul. Levaria mais de um ano, para que a dor de sua morte começasse a amenizar para o Rei. Pouco depois, ele ficou gravemente doente, prestes a morrer e sua mãe, Margaret, fugiu para seu lado, para cuidar dele a sós. Ele saiu de sua doença como um homem mudado. A Torre de Londres, onde Elizabeth morreu dando à luz, foi abandonada como residência real. Ele brevemente considerou outros casamentos, mas nunca o fez de fato. Pode ser excessivamente romântico pensar que seu coração jamais se curaria, mas Henrique VII honrou sua esposa todos os dias de sua vida, até sua morte. Todo dia 11 de fevereiro, uma missa de réquiem era celebrada. Os sinos tocariam e cem velas queimariam em sua honra. Ele contratou os serviços dos menestréis de Elizabeth, que tocavam para ele em cada celebração de ano novo, até sua morte.

Elizabeth de York, a rosa que conquistou o coração de um dragão, está enterrada a seu lado, em um magnífico túmulo, fornecido por seu filho Henrique VIII. Eles estão lado a lado, como eternos companheiros e amantes, na Abadia de Westminster.

FONTES:
Henry Tudor Society: AQUI.
History Today: AQUI.
Nerdalicious: AQUI.

Captura de Tela 2015-04-24 às 22.34.04

Anúncios

6 comentários Adicione o seu

  1. Rayane disse:

    Maravilhoso como sempre!
    Muito esclarecedor e interessante. Infelizmente, tanto Henry VII quando Elizabeth York são na maioria das vezes esquecidos, menosprezados ou estereotipados como tantas outras incríveis figuras históricas. Ainda bem que nos dias atuais temos mais meios para restaurar a imagem deles.

    1. Tudor Brasil disse:

      Exatamente Rayane! Aos poucos, sinto que a imagens de personagens históricos que antes eram esquecidas, marginalizadas, ou como disse, menosprezadas, vem tomando vida novamente. Isso é muito bom! ❤ 🙂

  2. Camila disse:

    Como já disse a Rayane, de fato, o texto está maravilho. Parabéns eu simplesmente adorei conhecer um pouco mais sobre o casal. Já li tantas bobagens em outro site sobre o Henrique VII, que realmente este desconstrói boatos e interpretações errôneas. Muito bom mesmo! ❤

    1. Tudor Brasil disse:

      Ahhh muito obrigada Camila, fico muito feliz! Também adoro este casal! 🙂 ❤

  3. Ana Miranda disse:

    No livro da Philippa Gregory, “a princesa branca”, Henrique VII é retratado com uma violência extrema para com Isabel de York nas 1ºs semanas de reinado. Graças a este excelente artigo fiquei esclarecida sobre este casal que inicialmente foi unido para conveniência da Inglaterra mas que acabou por se amar!
    No meu casamento, eles foram tema de uma das mesas dos meus convidados… 🙂

    1. Tudor Brasil disse:

      Que maravilha de comentário, Ana. A intenção é exatamente essa, instruir o leitor a compreender os fatos além da liberdade poética empregada nos romances. Você fez certinho, leu o romance e foi pesquisar a fim de tirar suas dúvidas do que era ficção e o que era real. Deve ter sido linda a mesa do seu casamento! ❤ 🙂

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s