A Bruxaria nos Séculos XV e XVI

A crença em bruxaria nos séculos XV e XVI, estava totalmente arraigada na mentalidade daquela época. Em um período onde os estudos científicos e medicinais ainda eram um protótipo dos atuais, qualquer fenômeno, doença ou algo semelhante, era atribuído à bruxaria ou ações demoníacas. Eles possuíam a firme convicção de que as feiticeiras eram fiéis súditas do demônio, com quem estabeleciam estreitos pactos. Mas porque as pessoas acreditavam em bruxas, seres malignos ou com poderes terríveis?

89d2bc1b89ec51000a4e6beea4ccc0fdConforme citado acima, uma vez que o povo daqueles séculos não possuía uma explicação lógica para os eventos anormais em seu cotidiano, desde uma colheita que não vingava, até uma misteriosa doença que matava todo um rebanho de ovelhas, a crença em maldições elaboradas por forças malignas, florescia no imaginário popular. Assim como acreditavam de pés juntos que existiam tais feiticeiras, a figura de satã, sempre estava associada a sua volta. Ambos formavam uma tremenda confusão na mente popular, difícil de ser desfeita. Em suma, a sociedade renascentista, assim como na idade média, continuou acreditando veementemente nas bruxas e em seus poderes malignos

witch1Muitas mulheres durante os séculos XV e XVI, foram acusadas de bruxaria. Nem mesmo as rainhas estavam imunes à tais arguições (falamos sobre isso aqui). Dentre estas mulheres, as mais afetadas eram as que conheciam a natureza e seus segredos, como por exemplo, os efeitos curativos de certas plantas medicinais, geralmente desconhecidos por muitos físicos e botânicos do período.

A Bula de Inocêncio VIII:

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Ao final do século XV, uma bula pontifícia deixou toda a cristandade em estado de alerta. O papa Inocêncio estava muito preocupado com a crescente ‘bruxaria’ na Europa, especialmente sobre atos demoníacos que pessoas estavam praticando no centro da Alemanha. Sendo assim, ele decidiu criar uma bula, em 5 de dezembro de 1484, chamada ”Summis desiderantes affectibus”, que concedia plenos poderes à Inquisição, para combater a bruxaria e demais práticas religiosas. A bula do vigário de Cristo, parecia com uma espécie de prólogo do tratado Malleus Maleficarum (O Martelo das Feiticeiras), escrito em 1486 por dois monges dominicanos, Heinrich Kramer e Jakob Sprenger. O papa após ler o tratado, outorgou-lhes os títulos de autoridades supremas da Inquisição.
As noticias que o papa havia recebido, eram caóticas e terríveis. O texto da bula proclamava:
”…Recentemente tem vindo a nosso certo conhecimento, não sem que tenhamos passado por uma grande dor, que em algumas partes da Alemanha, certo número de pessoas de um e de outro sexo, esquecem sua própria saúde e longe da fé católica, se entregam aos demônios. incubos e súcubos.
…E por seus encantamentos, feitiços, conjurações, sortilégios, crimes e atos infames, destroem e matam o fruto no ventre das mulheres, gados e outros animais de espécies diferentes.
…destroem as culturas, as vinhas, as hortas, os prados e pastos, os trigos os grãos e outras plantas e legumes da terra.
…afligem e atormentam com dores e males atrozes, tanto interiores como exteriores a estes mesmo homens, mulheres, rebanhos e animais e impedem que os homens possam trabalhar e as mulheres conceberem…”
picture_1Voltando aos autores do Martelo das Feiticeiras, tanto Kramer como Sprenger estavam mais focados na copula com o diabo, do que em
qualquer outro assunto.

”Se uma mulher não pode conseguir um homem, o mais seguro é que entregue seu corpo ao demônio.”
Sprengel sequer teve cuidado ao proferir semelhante discurso:
”Prefiro ter um leão ou um dragão solto em minha casa, que uma mulher…”

FONTES:
Artigo escrito por Lady Caroline. Leia em espanhol: AQUI.
Conheça: Los Líos de la Corte!

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