Teve anorexia, Mary Stuart, a Rainha dos Escoceses?

Após ler o artigo do Daily Mail escrito por Gilles Tremlett, onde este aborda um suposto quadro de anorexia da primeira consorte de Henrique VIII, notei que o autor chama a atenção para uma outra possível vítima deste transtorno alimentar, Mary Stuart, a rainha dos escoceses. Deste modo, achei que seria proveitoso fazer uma breve pesquisa sobre o tema.

Em seu artigo, Tremlett menciona que:

”A anorexia não foi formalmente diagnosticada como doença até o final do século XIX, mas crêem que os candidatos como os primeiros anoréxicos, tenham sido desde Joana d’Arc, até Mary Rainha dos Escoceses…”

Ao fazer uma breve pesquisa, obtive mais ou menos as mesmas respostas que o autor. No que diz respeito a anorexia ou distúrbios alimentares, existe muito pouco que podemos afirmar. Porém, ao que tudo indica, ela certamente, pode ter sido vítima de tal distúrbio.

Os historiadores médicos, tradicionalmente acreditam que Mary foi vítima do que conhecemos por ulceração gástrica, que teve início aos seus 13 anos de idade. Evidências mais recentes, também indicam que ela pode ter sofrido de porfiria, tendo seu primeiro grave ataque aos 24 anos de idade. O histórico médico durante a adolescência de Mary é revisto e pensado como sendo compatível com o diagnóstico de anorexia nervosa. Um breve esboço da consciência histórica, juntamente com critérios de diagnóstico e aspectos epidemiológicos da anorexia nervosa, apoiam tal ponto de vista.

Conforme mencionado por Tremlett, a anorexia possuía um aspecto social bastante diferente do que conhecemos nos dias de hoje. Enquanto a anorexia nervosa atual é fundamentada na maioria das vezes pelo medo do sobrepeso e a vontade de ostentar uma aparência mais magra, a anorexia antiga, tinha como objetivo a santificação, padrão totalmente diferente.

Ao passar fome, as pessoas acreditavam estar mais perto de Deus, lembrando que, o jejum era e é até hoje, praticado pela igreja. Ao contrário dos retratos de Catarina de Aragão, os retratos de Mary mostram uma mulher de silhueta magra, e rosto mais afinado.

Segundo estudos médicos, a  anorexia nervosa desde a antiguidade, atinge mais mulheres que homens. As descrições dos relatórios médicos de Mary são extensas, relatando desde sarampo, vômitos e desmaios, até sintomas que podem muito bem ter ocorrido devido a um grande período de abstinência em consequência da inanição de comida.

Sua condição médica referente a uma doença ‘desconhecida’, foi descrita como: ”perda de peso, apetite irregular, vômitos, desmaios, palidez e dificuldade respiratória..”

Alguns de seus biógrafos, acreditam que sua agitada vida de perdas, prisões e afastamento de entes queridos, pode muito bem ter dado à Mary, uma situação favorável ao desenvolvimento de inúmeras crises psicológicas.

FONTES:
Much ado Taboo: AQUI.
Scottish Medical Journal: AQUI.


historical-mary

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