Margaret Pole – Condessa de Salisbury

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Nome: Margaret de York (solteira); Margaret Pole (casada)
Nascimento: 14 de Agosto de 1473, em Farleigh Hungerford Castle, Somerset – England
Casa Real: York (por nascimento)
Marido: Sir Richard Pole
Morte: 27 de Maio de 1541 – Torre de Londres
Sepultamento: Capela St. Peter ad Vincula, Torre de Londres
INÍCIO DA VIDA E CASAMENTO:
Margaret Pole, Condessa de Salisbury, foi filha de George Plantageneta – Duque de Clarence, e sua esposa Isabel, filha de Warwick, conhecido como ”The Kingmaker”. Ela nasceu no Castelo de Farley, perto de Bath, em agosto de 1473, e foi casada por Henrique VII, com Sir Richard Pole, filho de Geoffrey Pole, cujo a esposa Edith St. John, era meia-irmã da mãe do rei, Margaret Beaufort.

Sir Richard, foi um cavalheiro vindo de Buckinghamshire, a quem Henrique fez de seu escudeiro, guarda-costas e cavaleiro da Ordem da Jarreteira. Ele também deu-lhe vários cargos no País de Gales, como oficial dos Castelos de Harlech e Montgomery  e xerife do condado de Merioneth; ocupou também, a controladoria do porto de Bristol. Seu casamento com Margaret, ocorreu provavelmente, por volta de 1491, o mais tardar, em 1494, ano em que o rei fez um pagamento de £20 à senhora Pole. No ano seguinte, Pole parece ter juntado homens contra Perkin Warbeck . Em 1497, ele foi contratado para servir contra à Escócia, com cinco cavalarias pesadas, 200 arqueiros, e logo depois, 600 homens com armas, 60 cavalarias pesadas e 540 arco e flechas. Dois ou três anos depois, foi nomeado cavalheiro chefe da câmara real com o príncipe Arthur, a quem assistiu o casamento no País de Gales com a Princesa espanhola, Catarina de Aragão. Richard morreu em 1505, deixando Margaret viúva com cinco filhos, quatro deles, meninos. Seus filhos foram, Henry (que tornou-se Lord Montague), Arthur, Reginald (tornou-se Cardeal), Geoffrey e Ursula (que casou-se por volta de 1516 com Henry, Lord Stafford, filho do duque de Buckingham).

O irmão de Margaret, Edward – Conde de Warwick, foi judicialmente assassinado por Henrique VII em 1499. Henry VIII, que descreveu Margaret, como a mulher mais santa na Inglaterra, estava ansioso após sua adesão, a expiá-la desta injustiça. Ele portanto, concedeu-lhe uma anuidade de £ 100 em 04 de agosto de 1509, e em 14 de outubro de 1513, deu-lhe o título de Condessa de Salisbury, assim como várias terras da família no Condado de Salisbury.

Ela tornou-se assim, uma grande proprietária de terras, em lugares como, Hampshire, Wiltshire e Essex. Mas não há dúvidas de que ela estava sobrecarregada de dívidas clamadas pelo rei. Em 25 de maio de 1512, ela havia entregue a Wolsey £1000, como um primeiro pagamento de caridade de cinco mil para as guerras do rei, e em 1528, ela foi processada com uma parcela inicial de £2.333 e teve suas terras, como a Mansão de Canford entre outras, recuperadas pela coroa, assim como parte do condado de Sommerset. Em 1532, ela comprou de Sir John Gage, a mansão de Aston Clinton em Buckinghamshire.

Enquanto isso, ela foi feita governanta da Princesa Maria. Porém, em 1521, época em que foram confiscados os bens do Duque de Buckingham, ela e seus filhos parecem ter ficado abaixo de uma momentânea ”nuvem negra”. Foi permitido que ela ficasse na Corte, apenas por causa de sua grande ”nobilitatem et bonitatem illius”(nobreza e bondade). Em 1525, ela foi, juntamente com a Princesa Maria, ao País de Gales. No verão de 1526, durante sua ausência, o Rei visitou sua casa em Warblington – Hampshire.

Em 1533, quando Henrique VIII casou-se com sua segunda esposa, Ana Bolena, sua lealdade foi severamente julgada. Ela recusou-se a entregar as jóias de Maria, para que uma senhora as levasse para à Corte, e por isso, foi dispensada de seu cargo de governanta. Ela declarou, que ainda iria seguir e servir a princesa com seus próprios custos. Seu sacrifício por fidelidade à princesa, foi integralmente reconhecido por Catherine de Aragão. O rei, no entanto, tratou de separar Maria de Margaret, a quem a futura rainha, considerou como sua, segunda mãe.

Após a queda de Ana Bolena, em 1536, a Condessa voltou à Corte. Mas naquele exato momento, seu filho Reginald Pole, enviou ao Rei, seu livro ‘‘De Unitate Eclesiástica”, que ofendeu-o profundamente, fazendo com que ela temesse por seu resultado. Tanto ela, como seu filho mais velho, Lord Montague, escreveram a Reginald com um forte tom de indignação e reprovação. Ela denunciou-o, como um traidor de seus próprios servos, e expressou sua tristeza por ter-lhe dado à luz. As cartas, no entanto, foram escritas para serem mostradas ao conselho do rei, que iria enviá-la para Reginald, na Itália. Apesar do alarde da Condessa ter soado bastante genuíno, sua desaprovação quanto a Reginald, não foi exatamente sincera.

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Esboço de Margaret Pole quando jovem, acervo da British library.

CONDENAÇÃO E PRISÃO:
O Rei, sabia muito bem que sua política era detestada por toda a família Pole, e ele disse em particular ao embaixador francês, que tinha a intenção de destrui-los. O golpe caiu no outono de 1538, quando seus filhos e Geoffrey – Lord Montague, foram presos. Gervase Tyndall, um espião da família da Condessa, foi chamado perante Cromwell em Lewes, e relatou uma série de circunstâncias sobre a fuga, alguns anos antes do capelão da condessa, John Helyar, reitor de Warblington, falar sobre as mensagens clandestinas enviadas do exterior por um tal de Hugh Holland, provavelmente para o próprio Cardeal Pole. Fitzwilliam, Conde de Southampton, e Goodrich, bispo de Ely, foram enviados para Warblington para interrogar a Condessa. O interrogatório, durou o dia todo, de manhã até quase à noite, mas não conseguiram obter dela, qualquer confissão. Eles, no entanto, confiscaram seus bens e a levaram para a casa de Fitzwilliam em Cowdry. Sua casa em Warblington, foi minuciosamente revistada e algumas cartas e bulas papais foram encontradas.

Seus perseguidores renovaram a investida, e atacaram-na, com um conjunto de interrogatórios escritos, obtendo então, sua assinatura para as respostas. Ela permaneceu na casa de Fitzwilliam, sem receber visitas, sequer dele ou de sua Condessa, até 14 de Março (de 1539), quando, em resposta às suas reclamações, ele a viu, e dirigiu-se a ela com uma bárbara incivilidade. Pouco tempo depois, ela foi levada para à Torre. Em maio, um ato de varredura, foi aprovado pelo parlamento, não só contra Exeter e Montague, que já haviam sido mortos, como também contra à Condessa, que nem sequer foi chamada para responder às acusações contra ela, seu filho Reginald e muitos outros.

Na terceira leitura dos documentos na Câmara dos Lordes, Cromwell produziu, o que foi tomado como evidencia de traição, uma túnica de seda branca, bordada com as armas inglesas, com três leões cercados por uma grinalda de amor-perfeito e malmequeres, tendo na parte de trás, o emblema das cinco chagas realizadas pelos insurgentes no momento da rebelião norte (Peregrinação da Graça), o que segundo Fitzwilliam, havia encontrado na casa da Condessa. O ato do parlamento foi aprovado em 12 de Maio 1539, mas não foi colocado em vigor ao mesmo tempo; e em abril de 1540, foi suposto que a Condessa seria liberada. Ela sofreu na prisão pelo forte frio feito, e a insuficiência de suas roupas.

MORTE:
Em abril de 1541, houve outra revolta em Yorkshire por Sir John Neville; e por esse motivo, aparentemente, foi decidido colocar a condessa à morte, sem qualquer processo, de acordo com o ato de proscrição passado dois anos antes. No início da manhã, de 27 de Maio, ela foi informada de que iria ser executada. Ela respondeu que nenhum crime havia sido imputado a ela; mas caminhou corajosamente de sua cela, para o leste de Smithfield Green, que estava dentro do recinto da Torre. Nenhum cadafalso foi erguido, havia apenas um bloco baixo. O Lord Prefeito e poucas pessoas estavam presentes para testemunhar a execução. A condessa entregou sua alma a Deus, e pediu que os espectadores rezassem pelo Rei, a Rainha, o príncipe Edward e a princesa Maria, sua afilhada, a quem ela especialmente elogiou. Ela, então, conforme o ordenado, abaixou-se e deitou sua cabeça sobre o bloco. O carrasco em questão, era novato, desajeitado e inexperiente, e desastrosamente, cortou seus ombros e parte de seu pescoço antes que a decapitação fosse totalmente realizada.

BEATIFICAÇÃO:
Margaret foi beatificada em 1886, pelo Papa Leão XIII.

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FONTES:
Luminarium: AQUI.

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