Charles Brandon – 1º Duque de Suffolk

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Nascimento: 1484.

Consorte: Maria Tudor, Rainha da França (irmã de Henrique VIII).

Morte: 24 de Agosto de 1545.

Títulos: Duque de Suffolk.

Filho de Charles Brandon de mesmo nome, morto vítima da doença do suor malígno.
Filho de Charles Brandon de mesmo nome, morto vítima da doença do suor malígno.

Foi filho de William Brandon, porta-bandeira de Henrique VII , que foi morto por Ricardo III em pessoa em no campo de batalha de Bosworth. Charles Brandon foi educado na corte de Henrique VII. Ele é descrito por Dugdale como “uma pessoa agradável, de estatura alta, e de grande coragem e conformidade à disposição para o rei Henrique VIII”, de quem tornou0se um grande favorito. Ele obteve uma série de cargos reais, tornando-se Mestre da cavalaria em 1513, além de receber valiosas doações de terra.

Em 15 de Maio de 1513, foi condecorado Visconde Lisle, após ter celebrado um contrato de casamento com a dama, Elizabeth Grey, Viscondessa Lisle em seu próprio direito, que no entanto, recusou-se a casar-se com ele após atingir a maioridade. Distinguiu-se nos cercos de Terouenne e Tournai na campanha francesa de 1513. Um dos agentes de Margarida de Sabóia, governante dos Países Baixos, por escrito, lembrou-a de que Lord Lisle foi como um segundo rei e aconselhou-a a escrever -lhe uma carta gentil. Neste momento Henrique VIII, pediu secretamente que Magaret se casasse com Brandon, a quem ele condecorou Duque de Suffolk, ele teve o cuidado de negar ( 04 de março de 1514 ) qualquer cumplicidade no projeto do Imperador Maximiliano I (pai de Margaret). A própria regente, deixou um curioso relato à respeito de tal processo.

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Charles Brandon com sua esposa Maria Tudor – Rainha da França.

Brandon participou das justas que celebraram o casamento de Maria Tudor, irmã de Henrique, com Luís XII da França. Brandon havia sido chamado para negociar várias questões com Luís, e em sua morte, foi enviado à França para saudar o novo rei Francisco I. Um afeto entre Luís e a então viúva Rainha Maria, parece ter  subsistido desde antes de seu casamento com o falecido rei francês, e Francis persistentemente, demonstrou a ele, suas intenções em desposá-la. Naquele momento, Francis ainda era casado com Claude, e seu interesse em desposar a viúva, talvez tenha sido apenas por esperança de que sua esposa viesse logo a falecer. Maria prontamente lembrou-o de que havia depositado-lhe sua amizade e confiança, a fim de evitar futuras importunações por parte do novo monarca. Henrique demonstrou uma atitude amigável referente a uma possível união entre sua irmã e Francis, mas a verdade era que, ele estava ansioso para obter de Francis a placa de ouro e joias que haviam sido dadas ou prometidas à Rainha por Luís, além do reembolso das despesas de seu casamento com o rei.

O casal Maria e Brandon, enfrentou as dificuldades, e realizou uma cerimonia de matrimônio privada.  Suffolk então, anunciou a Wolsey no dia 5 de março. Suffolk apenas foi salvo da ira de Henrique por Wolsey, e os dois finalmente concordaram em pagar a Henrique £ 24.000 em parcelas anuais de £ 1000, e todo o dote de Maria de seu casamento anterior, de £ 200.000, juntamente com suas jóias. Eles casaram-se novamente em uma cerimonia aberta em Greenwich, no dia 13 de maio. O duque já havia casado-se duas vezes, com Margaret Mortimer e Anne Browne, a quem havia sido prometida em casamento antes de seu casamento com Margaret Mortimer. Anne Browne morreu em 1511, mas Margaret Mortimer, de quem ele havia obtido o divórcio no chão de consangüinidade, ainda estava viva. Ele conseguiu, em 1528, uma bula do Papa Clemente VII assegurando a legitimidade de seu casamento com Maria Tudor, e das filhas de Anne Browne, uma das quais, Anne, foi enviada para à corte de Margarida de Sabóia.

Após seu casamento com Maria, Suffolk viveu por alguns anos longe da vida na Corte, mas ele esteve presente no campo do pano de ouro em 1520, e em 1523 ele foi enviado para Calais para comandar as tropas inglesas. Ele invadiu à França em companhia de Conde de Buren, que estava à frente das tropas flamengas, e devastaram o norte da França, mas desfez suas tropas com a chegada do inverno. Suffolk foi inteiramente à favor do divórcio de Henrique e Catarina de Aragão, e apesar das suas obrigações para com Wolsey, ele não hesitou em atacá-lo quando sua queda tornou-se iminente. O cardeal, que estava familiarizado com a história particular de Suffolk, lembrou-o de sua ingratidão : “Se eu, um simples cardeal, não tive, você não deve ter tido, até o presente momento, uma cabeça sob seus ombros, entretanto, deve ter tido uma língua para fazer tantos relatórios a despeito de nós…”

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Henry Brandon, filho de Charles Brandon, morto vítima da doença do suor malígno.

Após a desgraça de Wolsey, Suffolk subia nas graças da corte diariamente. Ele foi enviado juntamente com o duque de Norfolk para exigir o Grande Selo de Wolsey, os mesmos nobres que transmitiram a notícia do casamento de Ana Bolena e Rainha Catarina, atuaram como altos comissários nas coroações das novas rainhas. Suffolk, foi um dos comissários nomeados por Henrique para afastar Catarina Howard de seus cargos reais, uma tarefa que ele achou de bastante mau gosto. Ele apoiou a política eclesiástica de Henrique, e recebeu uma grande parcela dos saques após a supressão dos monastérios. Em 1544, ele comandou pela segunda vez o exército inglês para a invasão na França. Ele morreu em Guildford no dia 24 de Agosto do ano seguinte.

Após a morte de Maria Tudor, no dia 24 de junho de 1533, ele havia casado em 1534 Catherine (1520-1580), Baronesa Willoughby de Eresby em seu próprio direito, em seguida, com uma menina de quinze anos. Suas filhas de seu casamento com Anne Browne foram Anne, que casou-se primeiro com Edward Grey, Lord Powys, e após a dissolução desta união, Randal Harworth, Mary (b.1510), casou-se com  Thomas Stanley, Lord Monteagle. Com  Maria Tudor, eles tiveram Henry, Conde de Lincoln (1516-1634); Frances, que casou-se com Henry Grey, Marquês de Dorset, e tornou-se a mãe de Lady Jane Grey, e Eleanor, que casou-se com Henry Clifford, segundo Conde de Cumberland. Por Katherine Willoughby ele teve dois filhos, Henry (1535-1551) e Charles (c.1537-1551), Duques de Suffolk. Eles morreram da doença do suor com uma hora de diferença do outro. Seu tutor, Sir Thomas Wilson, compilou um livro de memórias deles, Vita et Obitus Duorum Fratrum Suffolcensium (de 1511).

FONTES:

ILLUMINARIUM.ORG: AQUI.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Quando se estuda um rei «absoluto» é bom ter atenção aos seus conselheiros e corte porque muitas vezes descobre-se que o rei não tinha na prática tanto poder como se pensava.

    1. tudorbrasil disse:

      De fato, porém, no caso de Henrique VIII, diria que é um tanto mais complexo analisar o poder que ele dispunha a seus favoritos…
      Obrigada por comentar!=)

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