O papel e vida da mulher no período Tudor – PARTE I

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Por anos, a Inglaterra Tudor testemunhou diversas grandes personalidades femininas, como: Ana Bolena, Elizabeth I, Catarina Parr, Catarina de Aragão, entre muitas outras. Porém uma pergunta é sempre frequente: Qual era a posição das mulheres inglesas ricas ou pobres neste período?
Neste artigo veremos os deveres que a mulher neste período deveria cumprir, assim como suas posições em assuntos como casamento, parto, vestuário e divórcio.

DEVERES:
Desde muito jovens, as mulheres aprendiam dentro de casa, seu papel imposto perante a sociedade, que independente das classes sociais eram: casar, terem filhos, cuidarem de sua casa e de seus maridos. Porém, mesmo sendo mais raro, algumas mulheres exerciam  profissões paralelamente a esses deveres.

Uma minoria feminina no período Tudor, exercia profissões fora de casa. Os trabalhos mais comuns para a mulher mais pobre neste período eram:  vendedoras de rua, cozinheiras, costureiras, operárias têxteis, empregada doméstica e etc. Elas não podiam atuar no palco, trabalharem como médicas, advogadas ou no meio político. As mulheres mais ricas ou membros da realeza, possuíam opções mais refinadas, muitas atuavam como damas de companhia para uma mulher de posição mais elevada. Damas de companhia mais experientes, poderiam também atuar como dama do guarda-roupa real, que cuidavam pessoalmente do vestuário da Rainha.

As Rainhas por sua vez, podiam governar enquanto o Rei estivesse ausente, o que foi o caso de Catarina de Aragão e Catarina Parr, que governaram a Inglaterra enquanto Henrique VIII estava fora. Catarina de Aragão, inclusive serviu de embaixadora espanhola na Inglaterra, sendo a primeira embaixadora do sexo feminino na Europa. As Mulheres da classe alta possuíam casas maiores, e tinham de se preocupar com o armazenamento de alimentos, requisitos de preparação de refeições, tecelagem, fabricação de cerveja e fabricação itens caseiros como velas e sabão, também era esperado que elas cuidassem das propriedades de seus maridos enquanto eles estivessem fora. Na classe comercial, os homens muitas vezes empregavam suas filhas e esposa para ajudarem a administrar seus negócios quando necessário.

Casamentos:
Nos status sociais superiores, as mulheres costumavam casar mais cedo, em casamentos arranjados pela família. Estes casamentos eram geralmente arranjados a fim de beneficiar ambas as famílias. Quando a mulher era considerada muito jovem, o casamento não era imediatamente consumado, demorando alguns anos para que isso ocorresse, porém não foi este o caso de Margaret Beaufort, mãe de Henrique VII, ela casou-se pela segunda vez aos 12 anos e foi mãe de Henrique aos 13. Algumas mulheres mais nobres neste período, também foram criadas para exercerem o poder, ajudando seus maridos em decisões importantes.

Divórcio:
O divórcio era um assunto raramente possível e pouco tocado (pelo menos antes dos divórcios de Henrique VIII). Quando o fim de um casamento era desejado, a opção comum era que a mulher entrasse para um convento, e seu casamento fosse anulado. Esta foi a opção apresentada por Henrique VIII a sua primeira esposa Catarina de Aragão, quando ficou claro que ela não poderia gerar um herdeiro varão.

Partos:
Os partos no período Tudor eram complicados, mesmo o bebê nascendo em perfeitas condições, a mãe poderia obter uma infecção ou outra doença e vir a falecer após o parto. Desde muito jovens, as mulheres cresciam sabendo que deveriam gerar filhos e cientes destes contratempos. O parto era geralmente realizado por uma ‘parteira’. As complicações eram frequentes e a morte não era incomum, porém, haviam médicos apropriados no período Tudor, que poderiam resolver alguns problemas menores. A mais famosa vítima Tudor de problemas no parto foi Jane Seymour, terceira esposa de Henrique VIII, que morreu dando à luz a Eduardo VI.  Febre puerperal e infecções pós-parto eram um dos maiores assassinos femininos neste período.

Vestuário:
A maneira na qual as mulheres vestiam-se, era rigorosamente controlada. As mulheres solteiras poderiam usar cabelos soltos, porém as casadas eram proibidas. Elas cobriam seus cabelos com capelos e somente em ocasiões de estados as Rainhas podiam usar o cabelo solto, isso apenas era tolerado porque tinham de usar a coroa. Quando solteira, o cabelo de Ana Bolena era tão longo que ela podia sentar-se sobre ele, mas mesmo apesar de sua natureza ousada, até ela usou o capelo quando casada.

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EM BREVE PARTE II.

Fontes:
Six wives
Sandra Byrd
History Learningsite

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