A Rosa de Tudor

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A famosa dinastia Tudor, foi representada pela Rosa de Tudor, uma fusão das rosas das nobres casas de Lancaster e York. Esta fusão foi simbolizada pela Rosa branca de York e a rosa vermelha de Lancaster. A rosa Tudor foi um importante símbolo para esta dinastia, pois marcou o fim da devastadora guerra civil inglesa denominada ”A Guerra das Rosas”.

Neste artigo vamos entender a concepção e adoção deste emblema pelos Tudors e onde ele pode ser encontrado. A imagem abaixo ilustra a fusão das duas rosas, originando esta terceira:

Fusão das duas rosas, originando uma terceira.
Fusão das duas rosas, originando uma terceira.

A criação da Rosa – O início de uma Nova Era:

A dinastia Tudor iniciou-se pelo pai de Henrique VIII, Henrique VII (antes Henrique Tudor) da casa de Lancaster. A Inglaterra havia entrado em um longo período de guerra civil, denominada Guerra das Rosas. Esta guerra foi entre as duas mais poderosas facções nobres da Inglaterra: A Casa de York e a Casa de Lancaster. Após o desaparecimento dos príncipes na torre, filhos de Eduardo IV, os Lancastrianos rebelaram-se contra o último rei Yorkista, Ricardo III. Henrique VII derrotou o líder dos Yorkistas, Rei Ricardo III, no campo da Batalha de Bosworth e clamou para si o trono da Inglaterra, tornando-se então o rei Henrique VII. Com o fim da guerra civil e a vitória de Henrique VII, nasceu a dinastia Tudor. Porém a reivindicação de Henrique VII ao trono foi instável, com base em sua ancestralidade plantageneta ilegítima. Para edificar sua reivindicação, Henrique então, casou-se com Elizabeth de York, filha do Rei Yorkista Eduardo IV, portanto sobrinha de Ricardo III e irmã dos príncipes na torre. Com esta união entre as duas maiores casas reais inglesas, as rosas que representavam as casas fundiram-se, surgindo a Rosa Tudor, que representava tal união.

A rosa passou a ser adotada como a flor nacional da Inglaterra após a Guerra das Duas Rosas (1455-1485). O design consistia na rosa branca de York no centro e a rosa vermelha de Lancaster no exterior. Este desenho simbolizava a união e o respeito mútuo.

O emblema da Rosa Tudor, foi usado como crachá, um dispositivo especial que era exibido como sinal de reconhecimento por um indivíduo ou família e como símbolo de fidelidade e lealdade. Ele tornou-se parte da tradição heráldica britânica. Hoje em dia a Rosa Tudor ainda é vista nos uniformes dos guardas Yeomen na Torre de Londres.

Detalhe do emblema com a rosa Tudor no peito do Guarda Yeomen.
Detalhe do emblema com a rosa Tudor no peito do Guarda Yeomen.

O emblema também pode ser encontrado em muitos edifícios antigos na Inglaterra. No Palácio de Hampton Court construído por Thomas Wolsey e “adquirido” pelo rei Henrique VIII, ainda podem ser vistos muitos emblemas da rosa, sendo seus exemplos mais notáveis ​​encontrados no Portão de Ana Bolena. Os tetos de muitas casas inglesas antigas também são adornados com o emblema, ou seja, onde quer que fosse viável, uma rosa Tudor seria esculpida. Ela também foi encontrada esculpida no navio Mary Rose. A tradição do emblema ainda é usada na Inglaterra, podemos ver a rosa na moeda de 20p.

Moeda de 20 pences.
Moeda de 20 pences.

Fontes:
Six Wives

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2 comentários Adicione o seu

  1. Rayssa disse:

    Lindíssima! Vê-la em cores no filme Anônimo foi incrível, pena que não existem assim naturalmente.

    1. tudorbrasil disse:

      De fato foi lindo, uma pena mesmo que não exista naturalmente…=/

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