Roupas masculinas no período Tudor

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vestuário masculino Tudor durante o século XVI foi extremamente diversificado. As roupas masculinas davam ênfase a uma silhueta quadrada, com ombros bem largos e tórax largo.

As mudanças na silhueta masculina fora da Itália durante o século XVI podem ser resumidas em três grandes categorias:

1500-1520: A transição foi feita a partir do estilo gótico tardio da Renascença.

1520-1550: O traje alemão foi o vestuário da moda dominante na época, com um longo manto(ou toga), que enfatizava as linhas horizontais. Cortes no tecido presos com grampos ornamentais permitiam que a chemise(bata) aparecesse. O codpiece passou a ser uma característica proeminente.

1550-1600: A largura dos ombros diminuiu. Este período é dominado por influências espanholas.

Vestuário Tudor:

Boina oitavada de Henrique VIII.

Boina oitavada: Um tipo de boina, com o topo macio e a borda moderadamente larga, podendo ser decorada com broches, jóias ou penas. Esta boina é frequentemente associada a Henrique VIII.

Detalhe de uma Bata (Chemise).

Bata ou Chemise: Originalmente com gola baixa, porém com um decote mais pronunciado até meados do século XVI. O decote também podia ser dividido ao meio por golas pequenas ou ajustado por um cordão. A gola plisada tornou-se comum ao longo dos anos evoluindo para uma das tendências elisabetanas.

Gibão preto.

Gibão: Uma espécie de camisa acolchoada fechada por abotoaduras (com ou sem mangas), ajustada para salientar o peito e moldar a cintura, que foi usada na Europa da Idade Média até meados do século XVII. Originalmente, era apenas um camisete costurado de forro acolchoado, usado sob a armadura para evitar contusões e escoriações. Depois, como muitos outros itens originalmente práticos na história da moda masculina, a partir do século XV, tornou-se suficientemente elaborado para ser visto por conta própria.

Jerkin.

Jerkin– Um tipo de jaqueta curta de veludo ou couro, geralmente sem mangas, semelhante a um colete, com extensão até a cintura para revelar o gibão abaixo. A partir da década de 1530, sob influencia espanhola uma estreita silhueta tornou-se popular. O colarinho era maior e mais apertado. O ombro perdeu seu preenchimento e desenvolveu uma ligeira inclinação. Gibões com mangas poderiam completar o visual.

Detalhe do retrato por Hans Holbein de sir Henry Guildford usando a corrente e medalha de São Jorge e o dragão pertencentes aos membros da Ordem da Jarreteira.

Correntes de ofício ou estado: Uma pesada corrente que se estendia do pescoço ao peito usada pelos homens como indicadores da ordem que pertenciam ou o cargo que ocupavam.

Detalhes de um gibão com Rasgos e fendas.

Rasgos e fendas: Foi uma técnica usada em peças de vestuários. Consistia em cortes verticais, horizontais ou diagonais em uma peça na qual a partir deste procedimento permitia o aparecimento de um tecido diferente. Muitas vezes o gibão era a peça de vestuário na qual era aplicada tal técnica. O rasgo no tecido é definido como “fendas de diferentes comprimentos, de cortes simetricamente dispostos, em qualquer peça de vestuário. As lacunas revelavam o tecido branco ou colorido das peças e após 1515, passou a revelar um revestimento brilhante de uma cor contrastante com a roupa usada.” Tal moda seguiu seu auge entre 1520 e 1535, especialmente em mangas e calças. Quando os cortes eram longos e paralelos eram conhecidos como “Panes”, quando o material saia através da abertura feita pelo corte no tecido ele era denominado “Puff”. Haiva muito uso de bordados com fios de ouro ou prata em sedas coloridas e também o que era conhecido como “trabalho negro”, que consistia em um padrão de desenhos com fios de seda negra geralmente aplicados ao linho da camisa. Os rasgos e fendas geralmente eram presos por broches.

Detalhe de uma calça ou calção superior bufante.

Calça ou calção superior: A Calça ou calção superior se estendia das coxas até a cintura. A moda variava entre vários modelos diferentes tanto no tecido quanto no formato. Podiam ser justos, bufantes, com fitas, etc…

Esta imagem mostra uma calça inferior italiana da primeira década do século. No lado esquerdo, a calça é dividida em inferior e superior.

Calças inferiores: Calças que cobrem as arestas inferiores da perna. Geralmente iam acima do joelho sendo presas por jarreteiras ou ligas.

Detalhe de um codpiece.

Codpiece: O codpiece era originalmente uma bolsa em formato de apêndice, feita a partir do mesmo tecido da calça superior ou jerkin, costurada ao redor da virilha do homem, que seria mantida fechada por laços, botões ou fivelas. O codpiece usado pelos Tudors era acolchoado e estruturado e chegou a tornar-se tão grande que foi usado para transportar pequenas armas ou jóias, partindo daí a referência da genitália masculina como “jóias da família”. O Codpiece teve início durante a Idade Média, entrando em destaque durante o reinado de Henrique VIII e desaparecendo durante o reinado da Rainha Elizabeth I.

Túnica.

Túnica ou Simar(re): Um tipo de manto masculino, derivado de chimer ou chimere, uma roupa eclesiástica muito apreciada na época. A parte do pescoço parecia de alguma forma com um casaco de fecho duplo sem o colarinho na frente, mas com a lapela escondida virada para frente na linha do pescoço.

Os embaixadores franceses:

Ampliar para ver detalhes.

A pintura dos dois embaixadores franceses por Hans Holbein – o jovem pintada em 1533, ilustra a persistência na silhueta quadrada.O cavalheiro a esquerda usa uma nova forma de revestimento, o jerkin sobre o gibão de cetim rosa não possui mangas e tem uma abertura em formato de ”V” no fundo da parte frontal da bata(chemise) dupla. O gibão agora sobe para o pescoço e a estreita gola de babados faz sua primeira aparição. Uma saia com pregas profundas está ligada ao gibão pela cintura. A túnica totalmente forrada de pele na altura do joelho, derivada do sumarre italiano, tem enormes mangas bufantes compostas de veludo preto preso juntamente com fechos de ouro. Ele veste uma boina estilo plana decorada com pedras preciosas que marcaram o período. Os sapatos de bico achatados, chamados duckbills por historiadores do século XIX, também são típicos deste período.

Sapatos Tudor.

Sapatos:

Embora muitas séries e filmes sobre os Tudors mostrem os homens com longas botas dando apoio e proteção aos tornozelos, tais botas não eram usadas até meados do século XVII, quando as técnicas para os saltos estavam sendo bastante aprimoradas.

Havia pouca diferença entre os sapatosTudor femininos e os masculinos até o início do século XVII, pois além de terem se tornado mais sofisticados, os sapatos para o pé direito e esquerdo passaram a formar uma imagem espelhada um do outro. O desenvolvimento de saltos envolviam enormes problemas na produção de um tipo de madeira dura e precisa o suficiente para dar resistência para o peso do corpo a partir do calcanhar.

Durante séculos os sapatos possuíam dois tipos de formas, primeiramente de origem possivelmente romana a de metal, que possuía a forma aproximada de um pé humano, sendo presa ao sapato por pregos e rebites. A outra forma foi feita de madeira possuindo o tamanho exato de um pé humano, também anexada ao sapato, porém ao invés de pregos e rebites era costurada.

Não muito tempo depois a moda dos sapatos de couro macio que estava em uso desde os tempos medievais até o século XVI voltou, mas a forma havia sido essencial para  manter a forma de costura dos sapatos de solado de couro a partir do século XIV.

O sapato de couro medieval simples permaneceu como uma alternativa menos dispendiosa para os trabalhadores, marinheiros e outras pessoas comuns. A nobreza, por outro lado, passou a usar sapatos outros tipos de sapatos como: Duck’s Bill, Scarpine, ou Bear’s Paw shoes.

Os sapatos mediam muitas vezes até 12 centímetros de diametro com a parte superior feita de brocado de seda ou veludo. Eles eram decorados com estofamentos bordados e frequentemente costurados com pele na parte superior ou forro do sapato. Os sapatos masculinos eram fechados no tornozelo.

O Duck’s Bill shoes era popular por cerca de cem anos até que a rainha Maria I aprovou leis suntuárias que limitava a amplitude dos sapatos. Formas mais magras substituiram os Duck’s Bill shoes. Foi durante o reinado de Elizabeth I, que os sapatos de plataforma e saltos altos entraram em voga.

Fontes:

* The Tudors Wiki
* Wikipédia sapatos medievais
* thetudors.org.uk

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